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A Caixa de Pandora
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![]() Assista ao trailer do livro aqui! A Caixa Mágica de Lobão Joilson Portocalvo Pela primeira vez a tarefa de apresentar um texto me fez devorar os originais de um fôlego. Atribuir isto à pressa do editor em publicá-lo seria desmerecer o autor. O mérito deve-se a este, que como um diretor de cinema consegue prender o espectador até o final da fita. A coerência da narrativa faz do estreante Lobão, autor de uma obra madura, nada devendo a outros autores do gênero. A Caixa de Pandora abre-se para nove contos de realidade fantástica, gênero de poucos adeptos em Brasília. Alexandre ao mesmo tempo brinca e dá tratamento sério, com estilo e velocidade de quadrinho e desenho animado, onde ninguém se machuca de verdade, e nem morre pra valer. O autor faz o que quer: viaja entre o realismo fantástico e o onírico. Por falar nisso, “Sonhos” parece real. Não há como saber se o ficcionista entrou n“A Casa”, para revelar segredos de Antônio e Henrique ou se realmente Lobão sonhou tudo aquilo. Mágico! Assim se expressará quem ler A Caixa de Pandora. Parece filme, parece gibi... é tudo ao mesmo tempo. O contador de histórias, com talento, diversifica temas e utiliza o recurso do diário, com isso somos levados a acreditar que os fatos realmente estão acontecendo ou aconteceram. Mas é impossível descobrir onde começa a fantasia. Embora não seja contemporâneo das grandes guerras, pois Alexandre nasceu na segunda metade deste século, fala como um soldado, ou um viajante intergalático. No conto-título aparece como um personagem apaixonado por Louise Brooks, diva do cinema mudo, e narra em detalhes seus encontros com a atriz. Um espiritualista identificará nos temas viagens astrais e dirá que seus relatos confirmam isso; algum apaixonado dirá que o livro está recheado de histórias de amor. Não afirmo nem desminto, o livro deve ser descoberto e identificar-se com o leitor e transformar-se no que este pretender. A Caixa de Pandora vai desabrochando aos poucos e pulsa como um coração cibernético. Que me desculpe Carlos Castañeda, agora, prefiro o índio Tantee de “O Espírito do Lobo”, de Alexandre Lobão, a Don Juan, também índio, do autor de Porta Para o Infinito. |
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Para saber mais |
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Leia aqui |
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Comentários da Imprensa |
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"Confesso que, ao encetar a leitura, não me sentira entusiasmado, talvez por o apresentador dizer que o livro lembrava muitos ingredientes, inclusive o gibi, que jamais foi de minha preferência. Mas com o beneplácito de ambos os responsáveis pela identificação do autor, que é estreante, pus-me à leitura e, admito, tive vontade ou necessidade de percorrer as páginas de 'A Caixa de Pandora e Outras Histórias' com sofreguidão. Seu conteúdo, seus nove contos, é instigante, tornando-me prisioneiro do enredo, de cabo a rabo." Manoel Hygino dos Santos, para o Jornal "Hoje em Dia", em 13.Nov.2000 Veja este e outros comentários nos links a seguir:
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